O município também não divulgou se os 42 plantonistas foram exonerados ou pediram demissão.
Já os cargos de pediatras a serem criados, conforme o Executivo, serão preenchidos por profissionais que passaram no último concurso público da Secretaria de Saúde. Ainda segundo a prefeitura, os médicos vão ajudar a preencher as escalas de plantão do Pronto Atendimento Infantil (PAI). Atualmente, os médicos que atuam na unidade precisam fazer horas extras para preencher todas as escalas de plantão.
O município também argumenta, na justificativa do projeto, que o pediatra do PAI "divide seu atendimento em consultas, intervenções de urgência e emergência, e avaliações e reavaliações durante seu período de trabalho"; e que o atendimento, em alguns casos, precisa ser especializado e de longa duração, já que crianças permanecem em estado de observação no PAI por até 24 horas, "aguardando a melhora do quadro clínico, tratamento e exames não disponíveis" na unidade, "além de transferências para hospitais de referência".
No início deste mês, uma médica do PAI chamou a polícia após chegar ao local para fazer plantão e constatar que os outros dois profissionais escalados com ela teriam furado as escalas.
A prefeitura conclui informando que a criação dos cinco cargos para pediatra não acarretará em aumento do orçamento para o município, uma vez que cinco das 42 vagas para plantonistas serão extintas.
Pelo projeto, o pediatra a ser contratado ganhará R$ 10.982,46 por 20 horas semanais de trabalho.
'Principal desafio'
Procurado pelo Bonde nesta terça-feira, o novo secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, definiu o déficit de médicos como o "principal desafio" dele à frente da pasta. Na avaliação do secretário, o que afasta os profissionais da rede municipal é a remuneração oferecida, considerada baixa pela categoria. "Diferentemente de diversos municípios do país, Londrina já conta com uma estrutura física aceitável, uma equipe de suporte adequada e uma retaguarda razoável em termos de exames e diagnósticos. Precisamos trabalhar, agora, em mecanismos que poderão deixar os vencimentos oferecidos mais atrativos", argumentou.
Outro ponto que desagrada a categoria, segundo o secretário, é o de a prefeitura contratar os profissionais como promotores de saúde pública e não como médicos. "Vamos realizar uma série de reuniões com a Associação Médica e demais entidades que representam a categoria com o objetivo de levantar as principais reivindicações dos profissionais. Precisamos desse respaldo para melhorar o processo de seleção dos nossos servidores", destacou.
Martin lembrou, ainda, que o município enfrenta uma concorrência muito grande do setor privado. "O mercado está aquecido e, muitas vezes, não conseguimos competir com as instituições particulares", completou.
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