Segundo a assessoria de imprensa do MPF, o procedimento é sigiloso e ainda não existe inquérito instaurado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o governador e o conselheiro têm foro para processos criminais e onde a Procuradoria-Geral da República é competente para atuar. Já o deputado estadual tem foro no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, mas, devido à conexão entre os fatos investigados, a PGJ encaminhou à Procuradoria-Geral da República a documentação envolvendo os três suspeitos.
A assessoria de imprensa da PGJ informou esta semana que a documentação relativa à Operação Publicano foi enviada a Brasília em 20 de julho e que é a Procuradoria da República que deve decidir sobre eventual arquivamento ou desmembramento para investigação. A documentação encaminhada ao MPF é composta principalmente de depoimentos prestados pelo auditor Luiz Antonio de Souza, delator do esquema.
Sobre Beto Richa, o delator afirmou ao Gaeco de Londrina que sua campanha de reeleição ao governo do Estado, em 2014, teria sido abastecida com pelo menos R$ 4 milhões de propina arrecadada por fiscais da Receita de Londrina. A ordem de arrecadação teria partido de Luiz Abi Antoun, parente distante de Beto, apontado pelo Gaeco como líder político do esquema no fisco. O PSDB nega qualquer irregularidade na arrecadação.
Sobre Tiago Amaral, Souza disse que ele intermediou negociação de propina para uma revendedora de máquinas agrícolas. O dono da empresa, em depoimento ao Gaeco, confirmou a versão do delator e acrescentou que foi Amaral – que ainda não era deputado, mas advogado tributarista – quem levou a propina (R$ 33 mil) a auditores fiscais. O parlamentar nega ter praticado qualquer ato ilícito. Os supostos fatos ilícitos atribuídos a Durval Amaral pelo delator não foram divulgados.
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