quinta-feira, 15 de outubro de 2015

PEL II: "não apresenta condições de segurança para volta à normalidade"

Oficialmente encerrada na última quarta-feira (7), a rebelião na Unidade II da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) ainda está longe de uma solução definitiva. Para discutir as condições de segurança dos agentes penitenciários e do encarceramento dos presos, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores coordenou na manhã desta quarta-feira (14) uma reunião pública com a participação de representantes do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Pastoral Carcerária, Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), OAB-Londrina além de diferentes grupos que atuam na área dos Direitos Humanos.

"Hoje os presos estão amontoados e mantidos sob forte força policial uma vez que a Unidade foi parcialmente destruída durante a rebelião e não apresenta as condições de segurança necessárias para volta à normalidade", disse a presidente do Sindarspen, Petruska Sviercoski, revelando ainda que durante a rebelião cerca de 30 agentes atuavam na PEL II para atender 1, 2 mil presos, quando o recomendado pelo CNPCP é um agente para cada cinco presos.

"A principal expectativa nossa é que a Câmara de Vereadores e a sociedade civil se unam em prol de melhoria na PEL II e principalmente que aquela unidade não volte a funcionar enquanto não oferecer condições de segurança tanto para servidores como para os presos.", insistiu a líder os agentes. Ainda segundo os agentes penitenciários, após a rebelião os presos foram distribuídos em três alas, com aproximadamente 350 homens cada.

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