A Secretaria de Estado da Educação anunciou nesta segunda-feira (21) que, apesar da continuação do ano letivo de 2015 em 2016, a data de encerramento dos contratos de professores do Processo Seletivo Simplificado (PSS) será mantida conforme contrato vigente, ou seja, 31 de dezembro de 2015.
A rescisão dos 30 mil professores deve ser feita até o final de janeiro, sem desconto dos dias de paralisação. Em nota a secretaria frisou que a data estava "prevista nos documentos assinados por esses profissionais".
Para a APP - Sindicato Londrina, entidade que representa os professores, a medida visa o não pagamento dos profissionais em janeiro. "Em contrato, há a opção de prorrogação, mas o Governo do Estado aproveitou a possibilidade de finalizar em 31 de dezembro e não efetuar o pagamento de janeiro. Contratando novos profissionais, o Executivo vai pagar os professores só em março, quando fecha o mês de fevereiro", diz Paola Gollner, diretora de comunicação da APP-Sindicato Londrina.
Gollner afirma que essa decisão prejudicará a aulas pela quebra do elo construído durante o ano de 2015. O conselho de classe, por exemplo, será realizado por profissionais que não conhecem os alunos. "Não é interesse do Governo do Estado priorizar a educação. Com o encerramento do contrato a questão pedagógica fica muito comprometida, o professor pode não ser o mesmo que acompanhou a turma durante o ano e existem diferenças de metodologia".
Com o recesso do final de ano do núcleo, Gollner também teme que o quadro de professores esteja incompleto até o dia 1º de fevereiro. "Provavelmente, o núcleo não vai conseguir receber toda a documentação e distribuir as aulas até o início da reposição. Termos um prejuízo enorme porque algumas escolas tem 45, 60% do quadro composto de professores PSS."
Segundo Lucia Cortez, chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, além da data estar no contrato, os professores já sabem que não têm todos os dias letivos. "Quando o professor organiza seu plano de trabalho, já sabe que não terá os 200 dias letivos. Temos conversado com as direções e eu tenho certeza de que os alunos não serão prejudicad
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