A atual diretora administrativa do São Rafael, Marisa Ferracin, informou que a UTI tinha quatro leitos ocupados nesta semana, no entanto, três pacientes receberam alta e o último foi transferido para a enfermaria ontem com o quadro de saúde estável. "Desde quarta-feira, a desativação temporária foi comunicada à Central de Regulação e não houve mais encaminhamentos. Atualmente, oito leitos estavam em condições de pleno funcionamento. Com a aquisição de mais dois respiradores, todos os dez leitos passariam a atender pacientes", afirmou. A desativação da UTI pode impactar no atendimento de hospitais em Cambé e Londrina com mais encaminhamentos dos casos graves para os municípios vizinhos.
O secretário municipal de Administração, Marcelo Gonçalves, argumenta que a responsabilidade pela UTI seria do governo estadual, que alterou a metodologia dos repasses mensais a partir da taxa média de ocupação dos leitos. Assim, o hospital teria deixado de receber o valor integral de R$ 180 mil para manutenção dos equipamentos, compra de medicamentos e pagamentos dos honorários de plantonistas terceirizados que atuam na UTI. "Com esse corte no repasse, tivemos que escolher entre a manutenção da UTI ou o pagamento dos honorários. Os médicos trabalharam sem receber por alguns meses e pedem o pagamento de novembro e dezembro para retorno do atendimento, e negociações futuras para quitação dos atrasados. Em curto prazo, a única solução é o repasse mensal no valor de R$ 180 mil", comentou Gonçalves.
Na avaliação dele, os dois meses de intervenção municipal descartaram o risco de fechamento da unidade com atendimento normalizado em todos os setores, com exceção da UTI. "A prefeitura repassa mensalmente R$ 340 mil ao hospital e não existe mais o risco iminente de fechar as portas", garantiu. Além do problema no caixa, o hospital também passou neste ano por uma crise administrativa após a eleição de uma nova direção que não assumiu a instituição, alegando falta de informações sobre a situação financeira da unidade. O mandato dos antigos gestores, da Associação Beneficente São Rafael, terminou no fim de junho e uma comissão voluntária assumiu a administração até o decreto de intervenção municipal.
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