Eram várias as referências a Moro. Havia grito de guerra, máscaras e camisetas. Do alto do trio elétrico, locutores ensinavam à multidão como fazer com os dedos um "M" para representar o juiz, citado também em paródias -"Dá-lhe, Moro! Dá-lhe, Moro!- e em faixas, como as que diziam "eu 'Moro' de amor pelo Brasil", "Deixa o Moro trabalhar" e "STF é PT. Moro é Brasil", esta última uma crítica ao Supremo Tribunal Federal, responsável pelas decisões da Lava Jato que envolvem aqueles que têm foro privilegiado.
"Juiz Sérgio Moro, nós, o povo brasileiro, estamos do seu lado! Confie! Cumpra seu dever e faça justiça! O Senhor (com 'S' maiúsculo mesmo) nos representa! Nós, o povo brasileiro, hoje nas ruas de todo País, apoiamos o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça brasileira!", diz manifesto lido no encerramento da manifestação.
De capa presa ao pescoço tal qual o Super Homem e um boneco inflável do juiz federal na mão, o empresário Guilherme Desordi, 27, se autointitulava "Super Sérgio Moro". "Ele hoje é o maior herói do País", afirmou, ao lado do sobrinho de 1 ano, que brincava com um mini-Pixuleco, boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trajado como presidiário. A versão gigante do boneco foi inflada diante do Congresso Nacional.
Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foram lembrados pontualmente. Os principais alvos foram a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Do alto do trio elétrico, o manifesto que enalteceu Moro foi duro com a petista. O texto, distribuído ao manifestantes, cobrava também a "retirada imediata da presidente Dilma Rousseff". "Ela não nos representa!", leu um entusiasmado locutor. "Basta de impostos! Chega de demagogia!", disse sob aplausos. "O povo brasileiro quer viver num País democrático, livre e justo! Basta de manobras contrárias ao interesse público! Queremos os criminosos na cadeia!", dizia o manifesto lido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário