O líder do partido, Agnaldo Ribeiro (PB), ex-ministro das Cidades, que votou contra o parecer de Arantes, abriu mão da sua fala para permitir que membros da bancada favoráveis ao impeachment se manifestassem. Esperidião Amin (SC) destacou a unidade do PP na aprovação do relatório. "Nosso partido vai encaminhar o voto sim, mas não vamos fazer com prazer."
Ex-governador de Santa Catarina, Amin disse que o Brasil está diante de um forte esquema de corrupção, que começou com o mensalão, revelado em 2005, e prosperou pelos anos seguintes "num acinte ao trabalhador". Amin alertou que, embora estejam dizendo que a corrupção não consta dos autos da denúncia apresentada à Câmara pelos juristas Miguel Reale Júnior, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, "isso aqui não é um processo judicial, é um processo político". ]]
Marcus Vicente (ES) acusou o governo de enganar a população durante o período pré-eleitoral, ao esconder a verdadeira situação econômica do país àquela época. "Não houve sensatez por parte dos ocupantes do Planalto". Segundo o deputado, na campanha de 2014, teria sido cerceado o direito dos brasileiros de conhecer a verdadeira situação econômica do país, o que teria levado o país a uma "quebradeira geral". Marcus Vicente disse que não é só seu estado que vive uma situação econômica das mais difíceis, mas todo o Brasil.
Presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, Luiz Carlos Heinze (RS), acusou o governo de corrupção, de permitir invasões de propriedades e de levar os produtores rurais a uma situação cada vez mais difícil com o "assédio do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra]". De acordo com Heinze, hoje integrantes do MST estariam invadindo gabinetes de deputados para pressioná-los a votar contra o impeachment.
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