De acordo com o Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), esta é a quarta empresa que fecha as portas neste ano - as outras são Vamol, Modocasa e Cheville. "Elas já apresentavam dificuldades financeiras há algum tempo, as quais se acentuaram no último ano. As atividades estavam sendo reduzidas nos últimos meses e os sócios chegaram a um acordo de encerrar os negócios", explicou o presidente da entidade, Irineu Munhoz. "A Cheville tinha porte pequeno e era considerada uma fornecedora", acrescentou. Atualmente, 172 fábricas estão em funcionamento na cidade.
Ainda conforme Munhoz, o fator que mais contribuiu para a quebra das indústrias foi a crise econômica brasileira, a exemplo da queda de vendas e consumo. "Isso evidentemente gerou a necessidade de diminuição na produção. A maioria das fábricas readequou-se, o que evidentemente gerou o desemprego, mas foi uma medida necessária para redução de custo. Também houve um aumento expressivo no custo da matéria-prima, mas esse não é principal motivo, já que afeta a todos e a concorrência permanece a mesma".
A expectativa é que haja reação no setor até o final deste ano. "Chegamos ao fundo e iniciaremos uma recuperação lenta a partir de agora. Acreditamos que, se o impeachment da presidente afastada for confirmado, o próximo ano será de recuperação", opinou.
A reportagem do Portal Bonde não conseguiu contato com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção e Mobiliário de Arapongas (Sticma) até a publicação desta matéria.
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