O agrônomo reforça que as espécies que estão no campo agora são repolho, beterraba, cenoura, que não foram afetadas, além das folhosas alface, couve, almeirão e escarola, que em geral têm cobertura para proteção. "Apenas a couve-flor, que é um pouco mais sensível, sofreu um pouco. Já o tomate, pepino e abobrinha são culturas da primavera-verão, portanto não estão no campo, e o reajuste de preços nestes casos é pura especulação", disse.
Segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, o crescimento da produção de olerícolas no Estado no período de 2000 a 2014 foi de 73%. "Este desempenho se deve basicamente à organização dos produtores, investimento em novas tecnologias e aumento de produtividade", afirma o agrônomo Carlos Alberto Salvador.
Na safra 2013/2014, o Paraná produziu 2,9 milhões de toneladas de hortaliças, em 114 mil hectares, movimentando aproximadamente R$ 3,3 bilhões. A Região Metropolitana de Curitiba responde por 38% do volume total de hortaliças, o que representa 36% do Valor Bruto da Produção (VBP), ou seja, R$ 1,2 bilhão. Depois vem a região norte com 28%, oeste/sudoeste com 8% e noroeste com 2%.
Agricultura familiar
Os produtores de olerícolas são essencialmente familiares, sendo a área média de cada propriedade de aproximadamente três hectares. A atividade está presente em cerca de 13% das 300 mil propriedades familiares existentes no Estado. Ao todo são 212 municípios que exploram a olericultura em escala comercial.
As principais espécies cultivadas são batata, cebola, tomate, repolho, cenoura, couve-flor, pepino, alface, beterraba, pimentão, chuchu e abobrinha. Segundo Salvador, a maior produção é de batata, com 847,4 mil toneladas, seguida do repolho, com 332,8 mil toneladas, e tomate com 256 mil toneladas. "A batata, tomate e couve-flor são as que mais agregam valor a produção rural", diz ele.
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