quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Além de Dilma e Lula, Teori autoriza investigação de presidente e ministro do STJ

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura do inquérito contra a presidente afastada, Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dois ex-ministros do governo da petista: Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo. Também são investigados no inquérito o presidente do Superior Tribunal Justiça (STJ), Francisco Falcão, e o ministro do mesmo tribunal, Marcelo Navarro Ribeiro Dantas; além do ex-senador Delcídio Amaral.

A abertura do inquérito contra os sete investigados ocorreu nesta segunda-feira, 15, e foi confirmada pela assessoria do Supremo. A PGR quer investigar suposta tentativa de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. O pedido de investigação foi encaminhado ao STF em maio.

Obstrução

Para os investigadores, a nomeação de Lula para a chefia da Casa Civil fazia parte de um "cenário" em que foram identificadas diversas tentativas de atrapalhar o andamento da Operação Lava Jato.

A PGR usou no pedido de abertura de inquérito também trechos da delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral. Nos depoimentos, o ex-parlamentar e ex-líder do governo relatou que Dilma tentou interferir nas investigações da Lava Jato por meio do Judiciário.

Delcídio citou uma suposta investida do Planalto para influir na operação por meio da indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. A suposta indicação de Dantas teria como objetivo liberar executivos da prisão. O ex-senador também citou o envolvimento do presidente do STJ, Francisco Falcão, no acerto pela indicação de Navarro.

Também foi Delcídio quem envolveu Mercadante e Cardozo no "cenário" vislumbrado pelos procuradores. Ele mencionou um encontro de Cardozo com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, em Portugal, no intuito de falar sobre mudanças nos rumos da operação. Sobre Mercadante, o parlamentar afirmou que o ex-ministro da Educação ofereceu dinheiro para evitar um acordo de colaboração premiada.

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