terça-feira, 9 de agosto de 2016

Em entrevista coletiva, Comando da PM de C. Procópio revela detalhes sobre o ataque que deixou duas pessoas mortas no Florêncio Rebolho

Em entrevista na tarde de segunda-feira (8), o Subcomandante da 1ª Companhia da Polícia Militar de Cornélio Procópio, Tenente André Felipe Kovalczykowski, confirmou que o ataque que vitimou dois jovens no Jardim Florêncio Rebolho e deixou outros dois feridos no início da tarde teria sido feito por dez indivíduos fortemente armados, que foram visualizados por populares carregando pistolas e uma arma longa, provavelmente uma espingarda calibre 12.

Após cometerem o crime, o grupo se dividiu e fugiu a pé, alguns seguindo para a mata do Jardim Figueira e os outros em direção ao Conjunto Ayrton Senna, relatou o Subcomandante.

Questionado sobre uma provável relação deste crime com a morte de Júlio Cesar Ferreira, 30, o “Baby”, ocorrida da noite de 31 de julho (domingo), quando este foi alvejado por um menor de idade, que estaria entre os sobreviventes que foram conduzidos ao hospital, o policial militar respondeu que as informações ainda são muito preliminares para ligarem este caso ao outro, ficando a cargo da Polícia Civil investigar todos os detalhes, porém a PM acredita que trata-se de uma sequência dos fatos que deram início com a morte de Baby.

Conforme informações colhidas com testemunhas, os meliantes chegaram à casa das vítimas no Conjunto Florêncio Rebolho anunciando serem policiais e uma ocorrência semelhante foi registrada durante a madrugada de segunda-feira, por volta das 3h, na cidade vizinha de Leópolis (25 Km de Cornélio Procópio), onde pelo menos dez indivíduos invadiram uma residência, rendendo os moradores e perguntando sobre a morte de Júlio Cesar Ferreira.

Logo depois eles se evadiram, sem ferir os moradores e para Tenente André , há uma ligação direta entre os dois episódios, pois o grupo agiu da mesma forma.

O Subcomandante falou da dificuldade em levantar informações junto aos moradores do Florêncio Rebolho, que por algum motivo não colaboram com o trabalho da PM, que acaba sendo ajudada por terceiros, que passaram pelo local e visualizaram algo que pode ser fundamental para as investigações.

Quanto aos sobreviventes, estes deverão ser interrogados pela Polícia Civil, mas o Tenente André pensa que será muito difícil eles colaborarem nas investigações, a não ser que  deixem escapar alguma informação importante.

A PM segue em alerta e diligências estão sendo feitas constantemente, principalmente na região onde ocorreram as mortes, sendo redobrada a vigilância, visto que nos bairros no entorno há cidadãos de bem e os criminosos ainda podem estar escondidos nas imediações.

1ª Cia conta com apoio das equipes das outras cidade, como os policiais de Leópolis, que estão observando as estradas em busca de dois ou três veículos, que podem ter sido usados pelos meliantes durante a fuga, relatou o Subcomandante, que também espera pela ajuda da população através de denúncias que possam levar a prisão de suspeitos, que a polícia desconfia de quem se tratam.

O Tenente André salientou sobre a escalada do crime, sendo uma onda crescente em determinados bairro da cidade, onde crianças convivem nas ruas com traficantes e outros meliantes, podendo elas serem alvos durante um confronto.

Para que isso seja evitado, a Polícia Militar conta com o apoio dos moradores, aqueles que não aceitam este tipo de situação, que podem ajudar através de denúncias, as quais podem ser feitas nos telefones 190 e 181, no Disque Denúncia, onde a ligação fica registrada como anônima, mantendo a identidade do denunciante preservada e em contrapartida, a PM dará uma resposta direta e imediata, averiguando toda a informação repassada, intensificando o patrulhamento no local para evitar que os bairros fiquem tomados pelo crime, finalizou o Subcomandante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário