Na semana passada, foram descobertos mais 27 hectares nestas condições na região de Guarapuava. A ação faz parte de uma força-tarefa do Instituto para fiscalizar as atividades de desmatamento ilegal e continuará nos próximos meses nas áreas de floresta do Estado.
"Para essa força tarefa foi realizado um trabalho de inteligência e planejamento, utilizando tecnologias de Sistemas de Informações Geográficas, com imagens de satélite, com identificação de polígonos de ocorrência de desmatamentos e corte seletivo de vegetação. Assim, a fiscalização é mais efetiva, com ações programadas e pontuais", conta o diretor geral da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Paulino Mexia.
Durante a semana de fiscalização na região, os fiscais lavraram cinco autos de infração ambientais e algumas notificações, além de manterem o trabalho de investigação de outros desmatamentos. Foram apreendidos equipamentos utilizados para degradação ambiental, como trator de esteira e motosserras, e o produto florestal resultante dos desmatamentos ilegais, como madeira em forma de toras e lenha.
De acordo com os fiscais, as regiões que apresentam maior desmatamento ilegal são a Central e a Sul do Estado. "Essas são as regiões onde encontramos maior concentração de desmatamento ilegal e a mais representativa pois possui remanescentes de Floresta Ombrófila Mista, com a presença de araucárias e outras espécies ameaçadas de extinção. Acreditamos que isso contribui para a prática do desmatamento, que ainda persiste na cultura local e, principalmente, para expansão das atividades agrícolas", explica o chefe do Departamento de Fiscalização Ambiental do IAP, Ivo Good.
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