sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Londrina: Justiça concede liberdade a PMs acusados de homicídio

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu por unanimidade, na tarde desta quinta-feira (4), conceder habeas corpus aos quatro policiais militares que permaneciam detidos por suposto envolvimento na chacina ocorrida em Londrina e região entre os dias 29 e 30 de janeiro, quando 10 pessoas foram assassinadas após o homicídio do PM Cristiano Luiz Bottino, de 33 anos, no conjunto Milton Gavetti, na zona norte. A 11ª vítima da onda de assassinados morreu no início de fevereiro, no Hospital Universitário (HU).

Com a sentença do TJ-PR, João Paulo Roesner, Jefferson José de Oliveira, Julio Cesar da Silva e Thiago Morales foram liberados do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), onde estavam detidos, ainda nesta quinta. Eles seguirão respondendo criminalmente pelas denúncias do Ministério Público (MP) - homicídio qualificado, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo -, mas agora em liberdade.

A prisão preventiva deles foi decretada em julho pela juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elisabeth Kather, por outro caso, a morte do carroceiro Pedro Melo Domingos, de 28 anos. Segundo a PM, ele morreu em 12 de março deste ano durante confronto em uma estrada rural nos fundos do jardim Paris que liga a zona norte ao distrito da Warta. O MP entende que o rapaz foi executado. Ao pedir a prisão dos policiais, a promotoria alegou que eles também estão envolvidos na chacina de janeiro, representando, assim, um perigo à sociedade. O argumento foi aceito pela juíza de Londrina, mas rechaçado pelo TJ-PR na decisão desta quinta, que concedeu habeas corpus ao grupo.

De acordo com o advogado dos policiais, Cláudio Dalledone Júnior, a 1ª Câmara Criminal foi "sensível" à sua sustentação oral, na qual afirmou que seus clientes são inocentes. "Foram vítimas de uma ação midiática que surgiu após o envolvimento deles em um caso de reação legítima durante uma ação policial. Estavam presos por isso", afirma.

Outro PM citado no processo criminal, Danilo Alexandre Mori Azolini, já estava livre. Também indiciado, o publicitário Fábio Antônio Lucena segue preso.

A chacina de janeiro segue sendo investigada por uma força-tarefa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP). Até o momento, ela ainda não se transformou em denúncia criminal, apesar de o MP ter citado a suposta participação de Roesner, Oliveira, Silva e Morales no processo do homicídio de Domingos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário