Dois meses depois, os réus foram denunciados pela Promotoria de Defesa da Saúde Pública de Londrina. Em entrevista ao Portal Bonde, o advogado responsável pela defesa, Omar José Baddauy, avaliou que o processo 'não deveria ser conduzido dessa forma'. Ele acredita que a polícia 'não esgotou outros meios de investigação para despachar a incriminação'. Na época, os grampos foram autorizados pelo juiz responsável pelo caso. No processo disponível na internet, o magistrado alegou que 'as interceptações foram determinadas após realizadas de várias diligências da autoridade policial, além de informações bem fundamentadas pelo Ministério Público e Nucrisa, de forma detalhada e suficiente'.
Com o recurso, a Polícia Civil descobriu que o esquema operava desde 2003 em Londrina. Em consulta ao site da instituição, os investigadores concluíram que os negócios estavam 'em pleno funcionamento'. O negócio foi divulgado no Congresso Internacional de Osteointegração de São Paulo através de folders, que incluíam descrições dos serviços prestados pelo referido banco e administradores em eventos odontológicos do Brasil. As diligências também apontaram uma possível vinculação da dupla com a Santa Casa de Londrina. A assessoria do hospital, porém, informou que os réus chegaram a apresentar uma proposta de firmar uma parceria de trabalho, que foi rejeitada pela direção da irmandade.
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