sábado, 8 de outubro de 2016

Alunos da rede estadual aprovam estado de greve em Londrina e região

Depois dos professores, foi a vez dos alunos da rede estadual de ensino deliberarem pelo início de greve. A decisão saiu após assembleia realizada no início da tarde desta sexta-feira (7) na Concha Acústica, região central de Londrina. Segundo os organizadores, cerca de 100 representantes de escolas de Londrina, Cambé, Ibiporã e Assaí participaram do evento. A expectativa é que até 90% da classe estudantil componha a paralisação geral, que já teve o início oficializado, mas deve ganhar maior adesão a partir da próxima segunda-feira (10).

De acordo com o presidente da Associação dos Estudantes do Norte do Paraná (AENP), Thiago Martinez, a definição saiu por unanimidade. O representante confirmou, mais uma vez, que os alunos estão "indignados com a proposta da PEC 241, que limita os gastos do poder público, e da Medida Provisória (MP) que modifica radicalmente o ensino médio no Brasil. Esses são motivos suficientes para começar a greve e conscientizar a população sobre o risco que estamos correndo", disse. Os dois projetos do governo federal também fundamentaram a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (APP Sindicato) para aprovação da paralisação.

Por outro lado, Martinez adiantou que "não pode limitar o acesso do estudante que queira estudar". A mobilização será dividida nas escolas: pequenos grupos ficarão do lado de fora para convocar mais participantes. "Não vamos restringir ninguém, mas gostaríamos que todos se sensibilizassem", afirmou. Procurada pela reportagem, a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Lúcia Cortez, ponderou que "não estava sabendo do início da greve, mas que todas as providências estão sendo tomadas". Em situações de possíveis intimidações, o NRE poderá ser comunicado pelos responsáveis do aluno atingido. "Vamos manter o diálogo", reiterou.

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