Com base em edições anteriores, a estimativa da Copel é que o Horário de Verão contribua para reduzir em 4,5% os níveis máximos de demanda por energia elétrica entre as 18 e 21 horas. Isso corresponde a evitar, ao longo de quatro meses, a demanda por 200 megawattts de potência no sistema elétrico estadual neste horário, o que equivale à demanda máxima de uma cidade como Maringá.
Redução da demanda
A principal finalidade do Horário de Verão é proporcionar uma alívio à operação de instalações como usinas geradoras, subestações e linhas de transmissão no fim da tarde, quando o expediente comercial e na indústria coincidem com a ativação da iluminação pública.
Aproveitando os dias mais longos do verão, o adiantamento do relógio permite antecipar as rotinas das pessoas e das empresas, descolando os horários de maior consumo de energia do horário de acionamento automático das lâmpadas nas ruas.
A diluição do pico de consumo no fim da tarde previne sobrecargas no sistema elétrico, evitando o acionamento emergencial de usinas térmicas e também resguardando os estoques de água nos reservatórios das hidrelétricas. Tudo isso reverte em economia para os consumidores, já que o custo de geração adicional é sempre repassado às tarifas por meio das bandeiras tarifárias.
Ar-condicionado
Nos últimos anos, a popularização dos equipamentos de refrigeração tem deslocado o pico de consumo de energia para o intervalo entre 14 e 17 horas – período sobre o qual o Horário de Verão não tem efeito. Este fato reforça a importância de utilizar de modo racional o ar-condicionado no início da tarde.
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