terça-feira, 11 de outubro de 2016

Já são nove os colégios ocupados por estudantes em Londrina

Ao final desta segunda-feira (10), Londrina já tem nove colégios estaduais ocupados por estudantes. São eles: Colégio Estadual Professora Maria José Balzanelo Aguilera (Cafezal 4); Colégio Estadual Hugo Simas (área central); Colégio Estadual Willie Davids (Vila Casoni); Colégio Estadual Professora Vani Ruiz Viessi (São Lourenço), Colégio Estadual Margarida de Barros Lisboa (Jardim Vilas Boas), Colégio Aplicação (centro), o Instituto de Educação Estadual de Londrina (IEEL) e o Colégio Estadual Polivalente (Santa Rita I).

A primeira instituição ocupada foi o Colégio Estadual Albino Feijó Sanches, na rua Jacarezinho, Parque das Indústrias Leves, zona sul de Londrina. Na página no Facebook do movimento Ocupa Londrina é solicitada a doação de alimentos, água, produtos de higiene, cobertores e colchões pela comunidade. 

"Ajude estes alunos que estão mobilizados contra o retrocesso de sua educação", diz a mensagem. O conteúdo condena a apresentação da PEC 241, que limita os gastos do governo federal, e a reforma no ensino médio brasileiro. 

De acordo com a estudante Beatriz Vitória, uma assembleia foi realizada com a classe estudantil durante a manhã no Aplicação. A maioria optou por aceitar a ocupação. "O mesmo movimento se repetiu nos demais colégios", disse. 

Ela reiterou que "não houve qualquer tipo de conflito entre professores ou funcionários". A classe entrou em greve na última sexta-feira, após reunião coordenada pela Associação dos Estudantes do Norte do Paraná (Aenp) na Concha Acústica. Não há previsão da retomada de aulas nas unidades ocupadas até o momento pelo movimento. 

Segundo informações da superintendente de educação da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) do Paraná, Fabiana Campos, o número de escolas ocupadas no Estado subiu de 36 para 100 nesta segunda. 

Ainda conforme ela, o protesto é válido, mas a Seti irá pedir a reintegração de posse dos colégios. Ela sugeriu a participação de representantes do movimento estudantil para discutir a paralisação das aulas. A superintendente se mostrou preocupada com a presença de outras pessoas - até mesmo crianças - que não são estudantes das escolas ocupadas, e acionou o Conselho Tutelar e o Ministério Público. 

Com informações do repórter Celso Felizardo do Grupo Folha 
(Atualizada às 19 horas)

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