A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Berenice Quinzani Jordão, convocou a imprensa na manhã desta quarta-feira (9) para apresentar uma proposta à pauta de reivindicações do movimento estudantil. Alunos da universidade ocupam o prédio da reitoria da UEL desde a noite da última sexta-feira (4) como forma de se manifestarem contra a PEC 55, que congela os investimentos públicos pelos próximos 20 anos, e a MP 746, que trata da reforma do ensino médio.
Pouco a pouco, o movimento está se expandindo dentro da UEL. A instituição já enfrentou a ocupação no Colégio de Aplicação e vem lidando com a ocupação da Rádio UEL FM e da reitoria. O curso de Letras da UEL divulgou na manhã desta quarta a adesão à greve estudantil. Durante a noite, seria realizada uma nova assembleia dos estudantes de Letras na sala de eventos do Centro de Letras e Ciências Humanas.
Berenice informou que um documento foi entregue à presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) na última segunda-feira (7) com respostas à pauta de reivindicações do movimento estudantil e que, após a entrega, houve contato dos alunos por meio do aplicativo WhatsApp. A reitoria solicitou acesso à Procuradoria Jurídica, já que existem prazos processuais que podem ser perdidos em função da ocupação. "Os alunos afirmaram que não poderiam responder porque deveriam realizar uma reunião antes para avaliar o pedido", comentou a reitora.
Ela explicou que não pretende pedir a reintegração de posse da reitoria via judicial, mas por meio do diálogo com os estudantes. "Reafirmamos nosso compromisso com o diálogo, como forma de superação de dificuldades na construção de uma universidade melhor e socialmente responsável. Entendemos que somos parceiros neste processo", diz o documento assinado pela reitora.
O documento reitera ainda que em assembleia realizada em 20 de outubro a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), composta por 45 entidades, incluindo a UEL, aprovou uma manifestação pública posicionando-se contra a PEC 241 e a MP 746.
Os estudantes afirmaram que só se posicionarão sobre a saída da reitoria da UEL após analisarem o documento entregue pela reitora.
Calendário
A Câmara de Graduação decidiu na manhã desta quarta enviar ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) um indicativo a favor da suspensão do calendário acadêmico durante a greve de qualquer uma das categorias. Com isso, o calendário aprovado no começo do ano não está mais em vigor e um novo deve ser definido na próxima reunião do Cepe.
Com informações do repórter Vítor Ogawa da Folha de Londrina
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