O delegado Ricardo Jorge, titular das diligências, ouviu o ex-presidente do Legislativo de Bela Vista do Paraíso, Marcelo Eduardo Henrique, nesta segunda-feira (9). No dia 12 de dezembro, uma segunda-feira, Willian ligou e disse que "precisava receber R$ 900 para pagar três diárias em Curitiba". Em depoimento, Henrique comentou que o foragido "iria visitar o deputado estadual Pedro Lupion (DEM) para tratar de assuntons na área do esporte". O encontro na Assembleia Legislativa estava marcado entre os dias 13 e 14.
Um ofício despachado pela chefia de gabinete do proprio deputado confirmou o que a polícia já esperava. A reunião não aconteceu e sequer foi agendada com antecedência. Os investigadores também desconfiaram porque, nos dias solicitados para o repasse das diárias, Willian e mais três rapazes acusados de matar o jovem vieram para Londrina. Horas depois, todos se dirigiram para a cidade de Iguatemi, no interior do Mato Grosso do Sul, onde foram detidos após um trabalho realizado em parceria com a Polícia Civil sul-mato-grossense. O grupo ainda está em Mundo Novo, no mesmo estado, e aguarda a abertura de vagas em presídios de Londrina.
O cadáver de Lucas Henrique Ferraz dos Santos foi localizado pela Defesa Civil no dia 16, ou seja, 48 horas após a última data em que Willian aparentemente estivesse na capital do Paraná. Apesar de Willian não ter conseguido a reeleição e conquistado a suplência, um procedimento interno no Legislativo foi aberto para que o dinheiro seja devolvido aos cofres públicos. Além do crime de peculato, que, conforme o Código Penal, prevê a reclusão de dois a doze anos, o acusado também vai responder por homicídio qualificado, sequestro, ocultação de cadáver, associação criminosa e lesão corporal grave.
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