O imobiliarista e empresário Walid Kauss foi absolvido em 1ª instância de uma das três acusações de exploração sexual. Denúncias apresentadas pelo Ministério Público apontaram que o acusado teria se relacionado com quatro adolescentes menores de 18 anos, o que caracterizaria o crime.
Kauss chegou a ser preso em abril de 2015 durante investigação sobre a existência de uma rede de exploração sexual em Londrina. O empresário não negou o pagamento pelos encontros, mas garantiu que não tinha conhecimento sobre a idade das meninas.
Kauss criticou a forma de atuação do Ministério Público, que contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) durante a apuração dos fatos. "A minha revolta é especialmente com o Gaeco e com o Ministério Público. Eles me devem desculpas. O que eu tenho a ver com o crime organizado?", questionou. O imobiliarista alegou ainda que as denúncias não foram realizadas espontaneamente pelas supostas vítimas.
O advogado Ronaldo Neves, que defende Kauss, reforçou que o empresário desconhecia a idade das meninas. "As pessoas que teriam se apresentado como vítimas, na realidade, foram contratadas por meio de sites de relacionamento. Para ele, existia uma presunção absoluta de que se tratava de meninas maiores de 18 anos", acrescentou. "É um problema moral e ético, mas é um direito delas de guiar a vida de acordo com as próprias conveniências", argumentou Neves.
Duas jovens que teriam intermediado os encontros foram condenadas a 1 ano e 4 meses de prisão em regime aberto. As penas foram reduzidas já que as duas colaboraram com as investigações.
O Ministério Público já recorreu da decisão. Kauss aguarda a tramitação de outros dois processos relacionados a crimes de exploração sexual. Com base no Código Penal, a promotoria alega que participar de programas sexuais com adolescentes entre 14 e 17 anos caracteriza crime de favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual com pena prevista de 4 a 10 anos de reclusão.
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