segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dia das Mães também é marcado pela saudade


No Dia das Mães, famílias inteiras foram aos cemitérios de Londrina para prestar homenagens. Com orações, flores ou gestos solitários, cada um demonstrou, ao seu modo, o carinho e a saudade por pessoas queridas que já partiram. Muitas delas, mães. Mas também filhos e filhas.
Geni Câmara Varasquim, 77, visitou os túmulos de duas filhas. A neta, Michele Câmara Varasquim, 31, sempre acompanha a avó. “A gente vem para relembrar minha mãe e minha tia e poder nos sentir mais próximas. É uma forma retribuir um pouco do que elas fizeram pela gente”, conta Michele, que perdeu a mãe há menos de dois anos. A outra filha de dona Geni morreu há 30. “Chorar não adianta mais, porque elas não vão voltar. Mas sempre que posso venho com minha neta.”
Há seis anos, a dentista Wania Steca, 48, visita o túmulo da mãe no Cemitério São Pedro. “Mãe é para sempre, a gente nunca esquece. Sei que é apenas um simbolismo, mas venho todo ano. Ainda sonho com ela”, diz.
Nilza Pavan Cunha tinha 11 anos de idade quando o pai foi enterrado no Cemitério São Pedro. “Isso aqui era tudo de terra”, relembra a dona de casa, hoje com 69 anos. Nos últimos 12, ela volta todo ano também para visitar o túmulo da mãe, que faleceu pouco antes de completar 90 anos.
Apesar de ser a data em que os cemitérios mais recebem visitantes depois de Finados, o fim de semana do Dia das Mães teve movimento abaixo do esperado em relação a anos anteriores. A previsão da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) era de que cerca de 80 mil pessoas visitassem os 13 cemitérios municipais. Funcionários e comerciantes dizem acreditar que o movimento foi inferior.
De acordo com Ideide Pereira, coordenador do Cemitério Jardim da Saudade (região norte) – o maior de Londrina com 35 mil sepulturas – o número de visitantes diminuiu cerca de 30% em relação a 2011. “Também caiu a venda de flores. Um comerciante até distribuiu de graça os vasos que sobraram”, conta.
Na região central, o Cemitério São Pedro registrou movimento constante durante o dia, mas também considerado inferior. Segundo funcionários da Acesf e d Guarda Municipal, o período da manhã teve mais visitações.
Também houve reclamação pela queda nas vendas. Comerciante há seis anos no São Pedro, Luiz Kobe, 60, achou o movimento fraco. “De manhã foi razoável e com o tempo firme pode ser que venha mais gente no final da tarde. Mas em anos anteriores esteve melhor, cheguei a faturar três vezes mais”, diz. Ele previa vender entre 200 e 300 vasos – até o meio da tarde, foram comercializados 120.
Em outra entrada, a única barraca de flores da rua acumulava vasos que seriam levados de volta. “De 10 anos para cá, caiu muito”, comenta Diego Santos, que em datas especiais ajuda o pai, comerciante há 30 anos no local. Com previsão de vender 180 vasos neste domingo, a barraca comercializou a metade do estoque.
Uma das preocupações da Acesf era orientar sobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito da dengue. Por conta disso, a entrada de flores artificiais e embalagens plásticas não foi permitida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário