Conforme relato do SD José da ROTAM, Imediatamente os policiais se dirigiram para o local onde encontraram o dono do supermercado na frente do estabelecimento, que relatou que o alarme foi disparado.
Ao entrarem no estabelecimento, policiais e o proprietário repararam que havia várias moedas espalhadas pelo chão e buscas foram feitas no interior do mercado. Os PMs puderam encontrar o local por onde o ladrão entrou, porém ele não foi visto.
Supondo que o meliante ainda poderia estar escondido na área, os PMs acionaram apoio cercaram o local e neste momento, o SD Borges com olhos atentos, percebeu que uma mangueira de jardim caiu da sacada do prédio ao lado do supermercado, ao verificar se deparou com o ladrão escondido.
O meliante identificado como Valdecir Pio, 42, havia saído pelo teto do supermercado, andou pela marquise do prédio, se escondeu na sacada de um apartamento do edifício ao lado e pensou em descer com a mangueira como se fosse uma “tereza”, contudo seu plano foi frustrado quando a mangueira caiu revelou seu esconderijo.
Foi necessária a ajuda do Corpo de Bombeiros para retirar o meliante da sacada e após ele descer por uma escada foi preso em flagrante. A câmera de segurança do supermercado registrou uma segunda pessoa no furto e diante disto, os policias da ROTAM iniciaram buscas pela região, onde vários suspeitos foram abordados.
O segundo meliante não foi encontrado, mas os PMs já possuem a sua identidade e tão logo seja visto, ele será relacionado na ocorrência.
Na 11º SDP para onde foi encaminhado, Valdecir falou que estava sozinho, possivelmente tentando proteger o companheiro e disse que entrou no supermercado levado pelo vício. Valdecir disse que o usuário de crack e tentou o furto para comprar a droga. Segundo ele, o viciado é repelido pela sociedade e não tem ajuda, devido a isso, no desespero acaba cometendo crimes sem pensar nas consequências.
Trabalhador na área de automotivos, Valdecir esta desempregado e declarou que já tentou largar a droga, sendo internado anteriormente, mas pela falta de acompanhamento e pelas frustações volta para o crack.
Sendo preso o problema não é resolvido, afirmou Valdecir, o que ele precisa é de ajuda para voltar a ter uma vida normal, o que não é possível graças ao crack, que tira toda a perspectiva do ser humano que abandona a família e passa a morar nas ruas.
Tecendo críticas à sociedade procopense e políticos que não criam ações que possam ajudar nesse assunto de saúde pública, onde os usuários não contam com apoio e crianças se prostituem na Rua Marechal Deodoro a vista de todos para poder comprar a droga, Valdecir reconhece o erro e pede desculpas aos donos do supermercado que praticamente são seus vizinhos.
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