Uma vez contratado, o motorista reserva chega acompanhado de um motociclista, encarregado de acompanhá-lo no percurso entre a balada e a casa do cliente. Quem já usa o sistema, garante que ele é seguro. “Com o motorista reserva posso ir da minha casa com meu carro. Na volta, aciono o serviço apenas seu eu tiver bebido”, diz o engenheiro agrônomo Ricardo Valente, 28 anos, que usa o “motorista reserva” semanalmente.
Ricardo é cliente da “Condutores de Aluguel”, empresa que divulga seu serviço por meio de panfletos distribuídos em semáforos da região do Batel, em Curitiba. Ainda iniciantes no ramo, os idealizadores da empresa mantêm empregos diurnos. Mas eles já vislumbram aumento na demanda.
“Em média, são 12 chamadas por noite. Ainda há dias de baixa movimentação, principalmente entre terça e quinta-feira. Mas acredito que, em breve, eu ou o meu marido, que também trabalha como motorista em outro local, teremos de ficar exclusivamente na nossa empresa”, projeta Cinthya Maisa Reis, 40 anos, que diz ter tido a ideia empiricamente. “Saíamos com amigos e sempre discutíamos sobre quem seria o motorista da rodada”, diverte-se.
Já a fonte de inspiração de Marcel Takaki, de 30 anos, outro empresário que se arrisca no ramo, veio de mais longe. Ele viveu 14 anos na cidade de Nagoya, no Japão, e é de lá que diz ter importado a ideia para a criação da “Motorista Reserva”. “Fazíamos reuniões em bares e restaurantes. Íamos com o próprio carro ou com o carro do cliente e lá já existia esse tipo de serviço”, explica Takai, cuja empresa passou a operar em março e conta com quatro equipes, com dois condutores cada uma. (Redação Gazeta do Povo)
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