terça-feira, 19 de novembro de 2013

Explosão em elevador de grãos da ATT Transbordo de Londrina deixa 4 feridos

Uma explosão em uma empresa deixou quatro pessoas gravemente feridas, por volta das 10h30 de segunda-feira (18), em Londrina. O acidente aconteceu na ATT Transbordo, empresa de transporte e armazenamento de grãos instalada na Rua Primo Campana, no Jardim Rosicler, na região oeste. Sete viaturas, entre Siate, Samu e Corpo de Bombeiros, estavam no local por volta das 11h30.

A explosão aconteceu em um elevador de grãos, instalado em um fosso de aproximadamente 13 metros de profundidade. Os trabalhadores estavam limpando um dos silos localizado ao lado do elevador. O procedimento é feito diariamente, segundo testemunhas ouvidas pela reportagem.

Três trabalhadores conseguiram sair da unidade de transbordo logo após a explosão e receberam atendimento do Siate. A quarta vítima, em estado mais grave, ficou dentro do fosso até as 11h10, quando foi resgatada. Funcionários da empresa ajudaram os bombeiros na retirada dos feridos do elevador.

Os quatro trabalhadores sofreram queimaduras graves, de primeiro, segundo e terceiro graus. Por terem ficado expostos às chamas, eles respiraram fumaça e ar em altas temperaturas, o que causou queimaduras nas vias aéreas.

Amós Oliveira Ferreira, de 30 anos, e Juscelino Ferreira da Silva, de 43 anos ficaram em estado mais grave. Na tarde desta segunda-feira, eles respiravam por aparelhos e aguardavam vagas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário (HU). Vicente Afonso Macedo, de 48 anos, foi levado para a Santa Casa de Londrina também em estado grave. Ele sofreu queimaduras de 2º e 3º graus na face, tórax e braços. Mais de 50% do corpo foi queimado. Macedo não foi transferido para ala de queimados do HU porque não havia mais vagas. A quarta vítima, Bruno de Paiva Maia, de 20 anos, foi levado para o Hospital Evangélico com queimaduras de 2º grau nas vias aéreas e membros superiores, mas em estado regular.

As causas do acidente não haviam sido apuradas até o fim da manhã, mas a suspeita é de que a explosão teria sido provocada pela combustão da película do milho, material altamente inflamável.

De acordo com o proprietário da ATT, Sérgio Bonocielli, a empresa, que atua com esse nome há 20 anos no local, já passou por dois acidentes desse tipo. O primeiro foi há 15 anos. “Mas, na época, não teve essa gravidade”, informou. “O milho é um problema. Esse procedimento (limpeza da unidade de transbordo) é feito justamente para evitar problemas dessa natureza, já que a película é inflamável."

A empresa tem 100 funcionários com contrato direto, além dos terceirizados. Por mês, movimenta de 5 a 8 mil toneladas de grãos. (Jornal de Londrina)

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