Conforme a prestação de contas de Beto no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as doações variam entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. Os maiores valores foram doados pelo casal Márcio de Albuquerque Lima, apontado pelo Gaeco como líder da organização criminosa, e Ana Paula Pelizari Marques Lima. Cada um contribuiu com R$ 5 mil.
Os auditores Dalton Lázaro Soares, Iris Mendes da silva, José Luiz Favoreto, Marco Antonio Bueno, Miguel Arcanjo Dias, Ranulfo Dagmar Mendes e Rosângela de Souza Semprebom – réus na denúncia do esquema criminoso – também foram colaboradores da campanha. Todas as doações ocorreram em setembro e a maioria foi feita por meio de transferência eletrônica.
Também fizeram doações o auditor Jaime Nakano (R$ 2 mil), que atualmente está lotado em Curitiba, e o atual coordenador da Receita do Paraná, José Aparecido Valêncio da Silva (R$ 1 mil), apontados pelo auditor Luiz Antonio de Souza como integrantes da quadrilha que agia em Londrina. Souza é o único auditor que até agora resolveu colaborar com as investigações do Gaeco, revelando, em acordo de delação premiada, nomes de outros auditores que participariam do esquema, além de empresários e políticos beneficiados.
Uma das denúncias de Souza envolve Beto, segundo declarou na semana passada o advogado de Souza, Eduardo Duarte Ferreira: sua campanha de reeleição teria recebido aproximadamente R$ 2 milhões de dinheiro oriundo de propina arrecadada por fiscais da Receita junto a três empresas da região. A "encomenda" do valor teria partido de Luiz Abi Antoun, parente distante de Beto, que teria incumbido Lima – a quem indicou para o cargo – de obter o dinheiro. O PSDB qualquer arrecadação ilegal na campanha.
Sobre as doações feitas por auditores, o diretório estadual do PSDB "ressalta que as doações para a campanha de 2014 foram realizadas de maneira voluntária e que todas ocorreram dentro da legalidade, sendo registradas e atestadas pelo Comitê Financeiro. As contas foram apresentadas e aprovadas integralmente pela Justiça Eleitoral".
Quanto às doações legais feitas pelos auditores, Ferreira disse que seu cliente as citou nos depoimentos, mas o advogado não deu detalhes do teor da declarações. O Gaeco não comentou o fato.
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