O governo também entrou com ações judiciais contra o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), e conseguiu, no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), uma liminar considerando a greve dos professores ilegal. A Procuradoria Geral do Estado pediu, inclusive, o bloqueio de R$ 1,24 milhão das contas do sindicato para o pagamento de multa referente aos dias de trabalho parados.
A secretária de Organização da APP, Tereza Lemos, destacou que o poder público precisa desistir da ideia de punir os docentes e o sindicato caso ainda tenha esperanças de que as aulas voltem nesta semana. "São impasses que precisam ser resolvidos de forma definitiva", destacou em entrevista ao Bonde nesta segunda-feira (8).
A proposta de reajuste apresentada pela Assembleia Legislativa na última semana também não agrada totalmente a categoria, de acordo com Tereza. "Por isso que é importante o governo desistir de nos punir. A decisão pode somar na decisão dos professores", frisou a sindicalista.
Outro ponto nefrálgico entre professores e poder público, conforme ela, envolve as faltas dos grevistas já lançadas referentes ao mês de abril. O governo alega que só pode tornar as faltas sem efeito a partir do momento que houver a entrega dos relatórios de frequência até o dia 12 de junho e, também, a elaboração e a homologação de todos os calendários das unidades escolares pelas chefias dos núcleos regionais até o próximo dia 19. "Não dá para esperar. Precisamos que o governo ignore a folha com as faltas e faça uma nova sem elas", rebateu Tereza.
A proposta de reajuste e as condições do governo referente às punições dos professores grevistas estão sendo discutidas pelo Conselho Estadual da APP-Sindicato na tarde desta segunda. Os participantes pretendem retirar, do encontro, um indicativo - favorável ou não ao fim da greve - que será discutido durante a assembleia de amanhã.
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