Em Assaí, onde foram confirmados pelo menos 1.349 casos, é fácil encontrar moradores que tiveram a doença. A auxiliar administrativa Ivone de Fátima Alves, de 38 anos, conta que começou a sentir os sintomas da dengue no dia 1º de abril. Ela procurou o serviço de saúde e, ao realizar o teste rápido, foi confirmado que estava com dengue. "Eu estava com muita dor de cabeça, febre, dores no corpo e estava vomitando. Fiquei internada e voltei a trabalhar somente há poucos dias."
Caso o diagnóstico seja confirmado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), ela será a segunda pessoa da família a contrair a doença em pouco tempo. "Eu tenho medo de pegar dengue hemorrágica. Meus vizinhos também estão preocupados e está todo mundo se mobilizado para remover qualquer criadouro (do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chicungunya)", garantiu.
O secretário de Saúde de Assaí, Cláudio Roberto Prudêncio, explicou que os casos que estão sendo confirmados agora pelo Lacen são aqueles contraídos em janeiro.
"Não estamos mais em epidemia; resolvemos a situação. Em janeiro apareciam de um a dois casos por dia contra seis casos positivos registrados na última semana inteira. Na segunda-feira iniciamos o trabalho para ver qual o índice de infestação predial (IIP) vamos encontrar. Não digo que chegará a 1%, que é o máximo tolerado pela Organização Mundial de Saúde, mas acredito que será em torno de 4%. No pico de infestação tivemos um IIP de 14%", apontou.
Segundo Prudêncio, a população não tem cuidado de suas casas e, para combater esse problema, o município tem promovido ações que mexem no bolso do contribuinte. "Estamos aplicando multa de R$ 460 a quem não cuidar de seu imóvel. Até agora aplicamos 15 multas, mas já encaminhamos 19 ofícios para o Ministério Público com o endereço de residências e empresas que são reincidentes. Se encontramos foco de Aedes aegypti, fazemos a advertência. Se a pessoa não elimina, fazemos a notificação e encaminhamos para a Vigilância Sanitária e para a Promotoria", explicou. Também são realizadas ações educativas, mutirões de limpeza e aplicação de fumacê. (Redação e foto Vítor Ogawa para a Folha de Londrina)
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