terça-feira, 14 de junho de 2016

Justiça prorroga prisão de PMs suspeitos de envolvimento em chacina em Londrina

Há um mês, seis policiais militares de Londrina foram presos por suspeita de participação em uma chacina registrada durante a madrugada do dia 30 de janeiro deste ano, quando 12 pessoas acabaram mortas a tiros e 15 ficaram feridas. Os crimes ocorreram em vários bairros de Londrina. Os agentes, dentre eles dois oficiais, foram detidos após força-tarefa coordenada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) do Paraná e Corregedoria da Polícia Militar. Na ocasião, um homem também foi detido após supostamente ter escondido as armas utilizadas nos homicídios.

A decisão da prorrogação foi proferida na última sexta-feira (10) pela juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elizabeth Kather. A informação foi confirmada ao Portal Bonde pela assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná. No dia 16 de maio, o poder judiciário já tinha negado o pedido de revogação da prisão de um dos soldados detidos na operação comandada pela Sesp. A reportagem não conseguiu contato com o advogado que defende o grupo, Cláudio Dalledone Júnior.

As investigações da força-tarefa levam a crer que a onda de assassinatos tem ligação com a morte do policial militar Cristiano Bottino, de 33 anos, baleado enquanto voltava para casa na zona norte de Londrina. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Na mesma semana, outro PM sofreu um atentado na região, mas conseguiu escapar com vida.

De acordo com a Sesp, os PMs detidos foram afastados das funções até a conclusão dos trabalhos. A prisão dos agentes gerou revolta em familiares e órgãos ligados á classe.

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