Há um mês, seis policiais militares de Londrina foram presos por suspeita de participação em uma chacina registrada durante a madrugada do dia 30 de janeiro deste ano, quando 12 pessoas acabaram mortas a tiros e 15 ficaram feridas. Os crimes ocorreram em vários bairros de Londrina. Os agentes, dentre eles dois oficiais, foram detidos após força-tarefa coordenada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) do Paraná e Corregedoria da Polícia Militar. Na ocasião, um homem também foi detido após supostamente ter escondido as armas utilizadas nos homicídios.
A decisão da prorrogação foi proferida na última sexta-feira (10) pela juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elizabeth Kather. A informação foi confirmada ao Portal Bonde pela assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná. No dia 16 de maio, o poder judiciário já tinha negado o pedido de revogação da prisão de um dos soldados detidos na operação comandada pela Sesp. A reportagem não conseguiu contato com o advogado que defende o grupo, Cláudio Dalledone Júnior.
As investigações da força-tarefa levam a crer que a onda de assassinatos tem ligação com a morte do policial militar Cristiano Bottino, de 33 anos, baleado enquanto voltava para casa na zona norte de Londrina. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Na mesma semana, outro PM sofreu um atentado na região, mas conseguiu escapar com vida.
De acordo com a Sesp, os PMs detidos foram afastados das funções até a conclusão dos trabalhos. A prisão dos agentes gerou revolta em familiares e órgãos ligados á classe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário