sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ao ganhar a liberdade, morador de C. Procópio que estava detido na delegacia relata os horrores da prisão

Rogério, mais conhecido como “Badola”, que foi preso na noite do último domingo (10), após colidir seu carro em outro parado no Jardim Figueira, em Cornélio Procópio, sendo detido em flagrante por estar dirigindo embriagado e possuir um Mandado de Prisão contra a sua pessoa pela falta de pagamento de pensão alimentícia, reportou a equipe do site Anuncifácil os horrores da prisão ao ganhar a liberdade na tarde de quinta-feira (14).

Badola estava preso na 11ª Subdivisão da Polícia Civil, onde passou quatro noites, que segundo ele, foram horríveis, em meio a pessoas psicologicamente abaladas e agressivas.

De acordo com Rogério, a acusação da falta de pagamento da pensão que estava parada no Fórum de Uraí, a qual ele afirmou não dever e todos os problemas causados pela colisão no Jardim Figueira foram resolvidos por seu advogado, sendo a fiança pela embriagues paga para o seu alívio.

Ele relatou que nestes dias, enquanto estava preso, se deparou com todo tipo de situação, com pessoas que sofriam alucinações, vendo coisas que não existem, assistindo televisão que a cela não possuía e até outros, que viam “sobras” tentando entrar na cela para matá-los, fora os que acabam de chegar, que a todo custo querem cigarros.

Rodrigo falou sobre o preso que tentou o suicídio por três vezes, tendo ele presenciado as duas dentro da cela, a qual ele estava, ressaltando o trabalho dos policiais civis, que não mediram esforços e salvaram a vida do detento, que possui sérios problemas com bebidas e devido à abstinência, entrou em estado de loucura.

Para se ter ideia do clima dentro da prisão, enquanto os policiais tentavam salvar o homem que havia cravado um cano no pescoço, outro detento, que foi preso na tarde de quarta-feira após cometer um roubo na área central da cidade, sem se importar com a situação de horror, perguntava insistentemente aos investigadores, que se empenhavam em salvar a vida do preso, se seu pai havia trazido cigarros, como se aquilo fosse algo sem relevância, sendo a sua vontade de fumar mais importante, atrapalhando o socorro para que os policiais lhe dessem a atenção.

Badola finalizou aconselhando as pessoas, principalmente os homens que deixam de pagar a pensão, que efetuem o pagamento o quanto antes e ficarem longe da cadeia, pois aquele lugar realmente leva qualquer um à loucura.

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