Badola estava preso na 11ª Subdivisão da Polícia Civil, onde passou quatro noites, que segundo ele, foram horríveis, em meio a pessoas psicologicamente abaladas e agressivas.
De acordo com Rogério, a acusação da falta de pagamento da pensão que estava parada no Fórum de Uraí, a qual ele afirmou não dever e todos os problemas causados pela colisão no Jardim Figueira foram resolvidos por seu advogado, sendo a fiança pela embriagues paga para o seu alívio.
Ele relatou que nestes dias, enquanto estava preso, se deparou com todo tipo de situação, com pessoas que sofriam alucinações, vendo coisas que não existem, assistindo televisão que a cela não possuía e até outros, que viam “sobras” tentando entrar na cela para matá-los, fora os que acabam de chegar, que a todo custo querem cigarros.
Rodrigo falou sobre o preso que tentou o suicídio por três vezes, tendo ele presenciado as duas dentro da cela, a qual ele estava, ressaltando o trabalho dos policiais civis, que não mediram esforços e salvaram a vida do detento, que possui sérios problemas com bebidas e devido à abstinência, entrou em estado de loucura.
Para se ter ideia do clima dentro da prisão, enquanto os policiais tentavam salvar o homem que havia cravado um cano no pescoço, outro detento, que foi preso na tarde de quarta-feira após cometer um roubo na área central da cidade, sem se importar com a situação de horror, perguntava insistentemente aos investigadores, que se empenhavam em salvar a vida do preso, se seu pai havia trazido cigarros, como se aquilo fosse algo sem relevância, sendo a sua vontade de fumar mais importante, atrapalhando o socorro para que os policiais lhe dessem a atenção.
Badola finalizou aconselhando as pessoas, principalmente os homens que deixam de pagar a pensão, que efetuem o pagamento o quanto antes e ficarem longe da cadeia, pois aquele lugar realmente leva qualquer um à loucura.
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