De acordo com o investigador Cleverson Ricardo de Goes, que estava de plantão juntamente com Superintendente J. Carlos, no início da noite de quarta-feira, por volta das 19h, ele ouviu gritos vindo da cela e ao se dirigir para o local, encontrou Juarez caído, com um cano plástico de cerca de 30 centímetros cravado em seu pescoço, na altura da traqueia.
Segundo o investigador, rapidamente ele abriu a cela e retirou o detento, que estava inconsciente. Na sequência ele acionou o SAMU e o investigador J. Carlos para ajudá-lo.
Enquanto esperava pela equipe de socorro, conhecedor de primeiros socorros, o investigador iniciou o procedimento de reanimação cardiorrespiratória (RCP), visto que o detento não apresentava os sinais vitais.
Com a chegada da equipe do SAMU, que trazia um médico, os policiais continuaram a manobra de RCP, agora acompanhados de um clínico, que passava as orientações e após cerca de 30 minutos, acabaram salvado a vida de Juarez, que reagiu, retomando os sinais vitais, informou Cleverson.
Graças ao empenho e determinação dos policiais, Juarez voltou à consciência e foi rapidamente levado a Santa Casa, onde permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em condição estável, relatou o investigador.
O policial afirmou que Juarez quebrou o cano do chuveiro dos detentos, o usando para tentar contra a sua vida e o caso já foi repassado para o Poder Judiciário, por se tratar de uma pessoa com o psicológico bastante alterado e o delegado-chefe da 11ª SDP aguarda a decisão da Justiça.
Cleverson esclareceu que não é de responsabilidade dos policiais civis cuidarem dos detentos, sendo esta dos agentes do Departamento de Execução Penal Estado do Paraná (DEPEN), contudo, a delegacia ainda abriga em seu setor carcerário poucos presos acusados de crimes mais leves, que logo serão soltos.
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