sexta-feira, 15 de julho de 2016

Detento tenta pela terceira vez contra a vida na delegacia de C. Procópio e é salvo por policiais civis

Um homem, de nome Juarez, que está detido na Delegacia de Polícia de Cornélio Procópio por falta de pagamento de pensão alimentícia, que havia tentado suicídio por duas vezes na tarde de quarta-feira (13), a primeira dentro da cela, ferindo gravemente seu pescoço e a segunda na Santa Casa quando era atendido, novamente tentou contra a vida ao voltar do hospital e se não fossem os policiais civis que estavam de serviço o socorreram, certamente estaria morto.

De acordo com o investigador Cleverson Ricardo de Goes, que estava de plantão juntamente com Superintendente J. Carlos, no início da noite de quarta-feira, por volta das 19h, ele ouviu gritos vindo da cela e ao se dirigir para o local, encontrou Juarez caído, com um cano plástico de cerca de 30 centímetros cravado em seu pescoço, na altura da traqueia.

Segundo o investigador, rapidamente ele abriu a cela e retirou o detento, que estava inconsciente. Na sequência ele acionou o SAMU e o investigador J. Carlos para ajudá-lo.

Enquanto esperava pela equipe de socorro, conhecedor de primeiros socorros, o investigador iniciou o procedimento de reanimação cardiorrespiratória (RCP), visto que o detento não apresentava os sinais vitais.

Com a chegada da equipe do SAMU, que trazia um médico, os policiais continuaram a manobra de RCP, agora acompanhados de um clínico, que passava as orientações e após cerca de 30 minutos, acabaram salvado a vida de Juarez, que reagiu, retomando os sinais vitais, informou Cleverson.

Graças ao empenho e determinação dos policiais, Juarez voltou à consciência e foi rapidamente levado a Santa Casa, onde permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em condição estável, relatou o investigador.

O policial afirmou que Juarez quebrou o cano do chuveiro dos detentos, o usando para tentar contra a sua vida e o caso já foi repassado para o Poder Judiciário, por se tratar de uma pessoa com o psicológico bastante alterado e o delegado-chefe da 11ª SDP aguarda a decisão da Justiça.

Cleverson esclareceu que não é de responsabilidade dos policiais civis cuidarem dos detentos, sendo esta dos agentes do Departamento de Execução Penal Estado do Paraná (DEPEN), contudo, a delegacia ainda abriga em seu setor carcerário poucos presos acusados de crimes mais leves, que logo serão soltos.

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