19/06/2012 06h28 - Atualizado em 19/06/2012 06h28
Justiça de SP decide se motorista de Camaro que causou morte vai a júri
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Camaro era conduzido por estudante Felipe Arenzon a
123 km/h (Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/AE)Após sair da casa de shows Villa Country, na Zona Oeste, no dia 30 de setembro de 2011, Felipe bateu o Camaro em outros cinco veículos, matando um motorista de uma perua e ferindo três pessoas de um outro automóvel. Segundo os peritos da Polícia Técnico-Científica, o estudante estava bêbado e dirigia a 123 km/h numa via onde a velocidade máxima permitida é de 60 km/h.
A audiência de instrução, que precede um eventual julgamento, começa a partir das 14h30 no 2º Tribunal do Júri, no Fórum de Santana, na Zona Norte. Serão ouvidas as 11 testemunhas de acusação e uma de defesa. Depois, deverá ser feito o interrogatório do réu e os debates entre os advogados de defesa e Ministério Público. Em seguida, a juíza Laura de Mattos Almeida poderá decidir se Felipe será submetido a julgamento popular pelos crimes, ou não. A previsão, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ-SP), é que toda essa etapa seja concluída nesta terça.
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De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 25 de setembro de 2011
Felipe ganhou o carro importado, avaliado em cerca de R$ 200 mil na época, de
presente de seu pai, o vereador Milton Arenzon (PMDB), de Embu das Artes, na
Grande São Paulo. Cinco dias depois, o estudante foi até a casa de shows Villa
Country, Zona Oeste, onde ingeriu bebida alcoólica. Ele deixou o local na
direção do veículo.Ainda segunda a Promotoria, por volta das 6h15 do dia 30 de setembro, Felipe subiu com o Camaro na calçada da Rua Francisco Matarazzo, em Perdizes. Nos dez minutos seguintes, o motorista começou a provocar acidentes na Avenida Sumaré. Em alta velocidade, segundo o relato de testemunhas, ele invadiu a faixa exclusiva para motociclistas na via e bateu na lateral de um Ford Fiesta, conduzido por um homem que não se machucou na colisão. Depois, o carro importado de Felipe esbarrou num Vectra GT, não ferindo o condutor.
O promotor André Luiz Bogado Cunha ainda escreveu na denúncia que o estudante colidiu o Camaro num Volkswagem Fox estacionado, onde estava uma mulher, que não se feriu, na Avenida Pompéia.
Perto das 7h, Felipe bateu em outros dois veículos que estavam parados na Avenida Inajar de Souza, na Freguesia do Ó, na Zona Norte, a espera do sinal verde do semáforo. Foi quando o Camaro bateu na traseira do Asia Towner Truck, guiado por Edson Roberto Domingues, de 55 anos. Com o impacto da colisão, a perua pegou fogo e o incêndio queimou 90% do corpo do motorista. Edson morreu no dia 4 de outubro no hospital onde ficou internado.
Por conta da alta velocidade, o Camaro ainda colidiu com um Fiat Palio, ferindo os três ocupantes do automóvel, dois homens e uma mulher que sobreviveram. Após as batidas, Felipe fugiu do local sem prestar qualquer tipo de auxílio ou socorro às vítimas, segundo o MP.
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