Até as 21 horas de hoje, o Brasil deve atingir a marca de R$ 700 bilhões de
tributos arrecadados somente este ano. Quatro dias antes do que aconteceu no ano
passado. Até essa hora, cada brasileiro vai ter pago mais de R$ 3.600 em
impostos municipais, estaduais e federais, segundo dados do impostômetro da
Associação Comercial de São Paulo (Acsp). Até as 18 horas de ontem, os
londrinenses já tinham pago R$ 461.367.512,51 em impostos, o que dá – em um
cálculo grosseiro - mais de R$ 910 por pessoa somente em 2012. A perspectiva é
que, até as 21 horas de hoje, mais R$ 4 milhões sejam somados ao total de
Londrina. No ano passado, Londrina contribuiu com R$ 898.246.713,05, o que somou
R$ 1.775,19 em impostos por londrinense.
Para o professor de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Renato Pianowski de Moraes, o impostômetro paulista dá a dimensão da “pouca vergonha” do país. “O Brasil cobra os impostos como a Suécia, mas oferece serviços da Índia”, aponta. Para ele, vai chegar uma hora que o governo terá que reduzir os impostos. “A gente está vendo todo o estímulo que o governo está dando, com redução do IPI para carros e linha branca, mas a economia está estagnada. Se não reduzir, vai andar de ré”, aponta.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, concorda, mas acha difícil que os governos abram mão de uma parte dessa receita. Ele acredita que o valor é muito maior até que o informado pelo impostômetro. “Só em Londrina, onde o orçamento das receitas correntes é de R$ 900 milhões, com IPTU e ISS representando metade disso, pagamos mais que esse valor”, aponta.
O empresário Flávio Balan, vice-presidente da Acil, disse que fez uma pesquisa recente em uma de suas empresas para medir a consciência de seu consumidor sobre os impostos embutidos na mercadoria. “A maioria ficou surpresa com a quantidade”, diz. Segundo ele, os consumidores de renda mais baixa acreditam que, por não declarar Imposto de Renda (IR), está livre do pagamento. “Eles não se atentaram ainda que até na cesta básica há uma alta carga tributária”, afirma.
Segundo Pianowski, essa carga tributária precisaria estar bem explicada nas notas fiscais para que a população tivesse consciência do que está pagando e exigir uma melhor contrapartida do governo nos serviços públicos. “Se a pessoa paga, em uma cerveja ou refrigerante, 65% do valor em imposto, tem que ficar atenta e mostrar sua insatisfação com o retorno”, explica.
“O que temos que fazer é ficar atentos para que os políticos gastem bem e corretamente esse dinheiro, mantendo uma vigilância constante para evitar a corrupção e os desvios de verbas públicas”, diz Benvenho. Para ele, se o dinheiro fosse bem aplicado em saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura, ninguém reclamaria de pagar impostos. “O problema é que, além de desembolsarmos tudo isso, ainda temos que contratar serviços privados para suprir a qualidade que o governo não oferece”, diz.
Base de dados é ampla
O impostômetro é um painel eletrônico que foi inaugurado em 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. O levantamento é feito a partir da base de dados de órgãos como Receita Federal, Secretaria do Tesouro Nacional, Tribunais de Contas da União e dos Estados, Conselho Nacional de Política Fazendária e das Secretarias Estaduais de Fazenda, além da Caixa Econômica Federal e IBGE. O impostômetro também pode ser acessado pela internet pelo site www.impostometro.com.br
A Acil estuda instalar um painel semelhante em Londrina, para indicar apenas os tributos recolhidos na cidade e no Estado.
Para o professor de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Renato Pianowski de Moraes, o impostômetro paulista dá a dimensão da “pouca vergonha” do país. “O Brasil cobra os impostos como a Suécia, mas oferece serviços da Índia”, aponta. Para ele, vai chegar uma hora que o governo terá que reduzir os impostos. “A gente está vendo todo o estímulo que o governo está dando, com redução do IPI para carros e linha branca, mas a economia está estagnada. Se não reduzir, vai andar de ré”, aponta.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, concorda, mas acha difícil que os governos abram mão de uma parte dessa receita. Ele acredita que o valor é muito maior até que o informado pelo impostômetro. “Só em Londrina, onde o orçamento das receitas correntes é de R$ 900 milhões, com IPTU e ISS representando metade disso, pagamos mais que esse valor”, aponta.
O empresário Flávio Balan, vice-presidente da Acil, disse que fez uma pesquisa recente em uma de suas empresas para medir a consciência de seu consumidor sobre os impostos embutidos na mercadoria. “A maioria ficou surpresa com a quantidade”, diz. Segundo ele, os consumidores de renda mais baixa acreditam que, por não declarar Imposto de Renda (IR), está livre do pagamento. “Eles não se atentaram ainda que até na cesta básica há uma alta carga tributária”, afirma.
Segundo Pianowski, essa carga tributária precisaria estar bem explicada nas notas fiscais para que a população tivesse consciência do que está pagando e exigir uma melhor contrapartida do governo nos serviços públicos. “Se a pessoa paga, em uma cerveja ou refrigerante, 65% do valor em imposto, tem que ficar atenta e mostrar sua insatisfação com o retorno”, explica.
“O que temos que fazer é ficar atentos para que os políticos gastem bem e corretamente esse dinheiro, mantendo uma vigilância constante para evitar a corrupção e os desvios de verbas públicas”, diz Benvenho. Para ele, se o dinheiro fosse bem aplicado em saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura, ninguém reclamaria de pagar impostos. “O problema é que, além de desembolsarmos tudo isso, ainda temos que contratar serviços privados para suprir a qualidade que o governo não oferece”, diz.
Base de dados é ampla
O impostômetro é um painel eletrônico que foi inaugurado em 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. O levantamento é feito a partir da base de dados de órgãos como Receita Federal, Secretaria do Tesouro Nacional, Tribunais de Contas da União e dos Estados, Conselho Nacional de Política Fazendária e das Secretarias Estaduais de Fazenda, além da Caixa Econômica Federal e IBGE. O impostômetro também pode ser acessado pela internet pelo site www.impostometro.com.br
A Acil estuda instalar um painel semelhante em Londrina, para indicar apenas os tributos recolhidos na cidade e no Estado.
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