terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Regionais de Paranavaí e Maringá confirmam primeiros casos de dengue tipo 4

IMAGEM ILUSTRATIVAA Secretaria Estadual de Saúde confirmou o registro de dois casos de dengue tipo 4 no Estado. O vírus, até então inédito no Paraná, foi registrado pelas Regionais de Saúde de Paranavaí e Maringá. O caso de Paranavaí é autóctone (infectado no local), já o de Maringá ainda está em investigação, pois existe a possibilidade de ser importado (paciente adquiriu a doença fora do Estado, mas adoeceu na cidade)
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, exames realizados em um paciente que está internado no Hospital Universitário (HU) de Maringá confirmaram que ele foi infectado pelo vírus tipo 4. O homem teria 41 anos e seria de Rondonópolis (MT), mas adoeceu em Maringá. A 15ª Regional de Saúde informou que os exames que comprovarão se o caso é importado deve ser divulgado na terça-feira (15).
O paciente infectado em Paranavaí é um jovem de 18 anos, que foi internado no dia 6 de dezembro. "O rapaz não saiu de Paranavaí recententemente. Ele já recebeu alta e passa bem", fala a chefe do Serviço Regional de Vigilância Sanitária da 14ª Regional de Saúde, Nilce Casado.

Dengue tipo 4

O mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, carrega um dos quatro tipos de vírus da doença existentes no mundo (Denv-1, Denv-2, Denv-3, Denv-4). No Paraná já circularam três variações do vírus, com a predominância do Denv-1 nos dois últimos anos.
Conforme Nilce Casado a disseminação da dengue tipo 4 causa preocupação às autoridades, uma vez que a população paranaense é suscetível ao novo sorotipo. "O vírus não é mais letal que os demais, no entanto, como convivíamos com outros tipos há muito tempo, já havíamos adquirido uma certa resistência. Um novo vírus pode facilitar o surgimento de epidemias, ou tornar a doença mais perigosa, evoluindo para quadros de dengue hemorrágica", ressalta.
A principal preocupação das autoridades sanitárias é com relação aos casos graves de dengue que podem evoluir para morte. "O quadro clínico de um paciente se agrava quando ele já teve contato com o vírus da dengue e é novamente infectado", destaca Nilce.
Para combater a doença, a participação de toda a população é fundamental. "É necessários destruir os focos de dengue para combatê-lo. Se todos tirassem cinco minutos por semana para olhar seu próprio território, ou seja, sua casa, a do vizinho e até o local onde trabalha, com certeza diminuiríamos os índices de forma considerável", reforça Nilce. (Redação O Diário)

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